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A SEGUNDA CONQUISTA DO MÉXICO PELOS ESPANHÓIS


Num post anterior escrevi um pouco sobre a invasão da gastronomia peruana no México e a introdução de seus pratos tradicionais em restaurantes locais. O que não é novidade para ninguém é a invasão espanhola sofrida pelos mexicanos no início do século XV. É claro que não vou falar aqui sobre a conquista do Império de Montezuma pela Espanha, a qual ocasionou numa distruição de uma das civilizações mais sólidas da história. Criei essa introdução apenas para poder falar dos bons restaurantes espanhóis na capital do México e suas deliciosas tapas e seus gaspachos, batatas bravas, coquetes de jamon e etc. Visitei vários restaurantes da categoria na cidade e escolhi três deles para indicar como aposta certa de um ótimo atendimento e ótimos pratos.
Lagostin com sal do Jaleo
O primeiro, o Jaleo, já foi citado num post sobre a região de Polanquito, mas merece repeteco. Num ambiente pequeno e despojado com poucos lugares, de mesas e bancos de madeira rústica, está instalado um autêntico o bar de tapas e pratos tradicionais. No cardápio destaque para o Jamón Ibérico acompanhado de pan de tomate, os lagostins com flor de sal, o tradicional gaspacho e a famosa batata brava com molho bem picante. Alguns pratos são servidos em duas opções, tapas ou porções.
Alcachofra aos 4 queijos do La Acetuna
Também na região de Polanco o restaurante La Aceituna é um outro bom representante da gastronomia espanhola na Cidade do México. Num clima também informal, a casa oferece clássicos e algumas criações que agradam muito os jovens que frequentam e local e o transforaram num point bem animado. Batatas bravas com molho picante e jamon con pan de tomate são as opções imperdíveis dos clássicos. No quesito criação não deixe de provar a alcachofra aos quatro queijos, pois é incrível!
Ravioli com recheio de pato do Tezka
Deixei o melhor para o final. Lozalizado no Hotel Royal, na Zona Rosa, o restaurante Tezka se diferencia dos dois primeiros por ter um ambiente bem requintado e por oferecer uma cozinha espanhola de autor.  A casa se divide em três distintos ambientes, um salão principal, uma bonita terraça e uma sala reservada para reunião de negócios e celebrações privadas. Sob o comando do chef Juan Mari Arzak, o Tezka surpreende do ínicio ao fim, ou seja, da entrada à sobremesa. Para começar vá de ravioli recheado de pato com purê de batata doce e vinagrete de tomate e molho de pato ou Creme de lentilhas com ragú de pato  com juliana de verduras. Codorna grelhada recheada com foie com maçã assada e Cordeiro confitado com brocheta assada de frutas vermelhas foram as boas surpresas como prato principal. E para encerrar, com muito estilo, Rolinhos de marmelo recheado de mousse de queijo com calda de maracujá com amêndoas.


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MÉXICO FOI INVADIDO PELOS PERUANOS


Há pouco mais de três anos a cidade de São Paulo foi invadida pela gastronomia peruana e a febre do ceviche. Aqui na Cidade do México aconteceu a mesma coisa e hoje esta culinária já está inserida na vida do mexicano, pois é muito é comum encontrar pratos típicos do Peru em muitos restaurantes locais. Astrid & Gastón, do reconhecido chef Gastón Acurio, marcou o auge da culinária andina com sua chegada em 2008 e desde então se tornou o principal representante na cidade, oferecendo sugestões clássicas e criativas, todas com ingredientes frescos e bem executados.
Uma das opções de ceviche
Durante minha temporada de cinco meses no México visitei Astrid & Gaston três vezes, sempre no período do jantar. Em todas elas procurei provar pratos diferentes e não cair em tentação de pedir aquilo que já conhecia, principalmente na última vez, a qual notei algumas novidades no cardápio por causa da estação e sazonalidade dos produtos. Claro que minha sugestão é começar pelos ceviches e tiradiros, entre meus preferidos do último cardápio estão Ceviche Lima DF ( atum, camarão e manga com leite de tigre ao tamarindo e pimenta chipotle) e o Tiradiro Fusión (lâminas de atum com laqueadas em molho de soja, pimenta e mel de tangerina). Como pratos principais, eu indico o Lomo Saltado (tiras de filé com cebola, tomate, pimentão vermelho e batata acompanhada de arroz cozido com milho verde)  e Ossobuco de ternera (Vitela assada em baixa temperatura glaceado em um tradicional molho limeño. Acompanha purê de batata e grão de bico). Na hora da sobremesa, se deixe levar pela degustação de delícias peruanas, como o “suspiro limeño”  e o “arroz com leche” e não sinta culpa. Também não deixe de provar o drinque mais tradicionai do Peru, o pisco sour, aqui na versão tradicional ou com maracujá.
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TACOS, TEQUILA E MARIACHIS


Quem visita o México não pode deixar de vivenciar a culinária típica mexicana e tem que fazer isso, pelo menos uma vez, num restaurante bem temático, com show de mariachis regado a muita margarita e tequila. Na Cidade do México esta experiência tem um nome: Villa Maria. Com duas casas localizadas em  bairros conhecidos da capital mexicana, Polanco e Santa Fé, o restaurante oferece boa comida aliada a um ambiente bem divertido.
Margarita de tamarindo
Além dos tacos, guacamoles, burritos, quesadilhas, queijos fundidos e afins, a dica é experimentar o caviar mexicano, conhecido como escamoles, a iguaria tradicional mexicana é composta por ovas de formiga (foto). Garanto que a experiência é válida e bastante saborosa. Entre os “platos fuertes”, ou seja, os principais, prove o Pavo en mole negro (peru com molho tradicional mexicano acompanhado de caçarola de arroz), Atún fresco estilo arriero (atum dourado temperado em caçarola acompanhado de tortilhas) e Medallones al tequila (filé de carne com cremoso molho de coentro e tequila). 
Tacos al postor
Na carta de bebidas, há mais de 100 opções de tequilas entre as variações de reposadas, da reserva, branca, licores e envelhecidas. Se preferir um drinque, não deixe de provar a margarita carro-chefe da casa, a de tamarindo. Entre as sobremesas, o destaque vai para o Pastel Angelical (tres leches com suspiro), mas não se confunda, pastel em espanhol é o nosso bolo.
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O SUCESSO DA COMIDA DE RUA EM NY


Enganam-se aqueles que pensam que os nova-iorquinos fazem fila apenas nas portas de restaurantes da moda. É muito comum ver pelas ruas de Manhattan dezenas de pessoas em fila para fazer seu pedido num simples food truck. Estes restaurantes sobre rodas, nem sempre móveis, estão espalhados por toda a cidade e oferecem uma farta variedade de tipo de comida. Entre as mais encontradas está a Halal Food, que serve algumas especialidades da cozinha árabe, mas também se acham representantes da cozinha mexicana, da italiana, da indiana, da turca e até “caminhão” que só oferece pratos com até 350 calorias.
O movimento em frente ao Tribeca Taco Truck
Um dos maiores símbolos do sucesso da Street Food não é móvel, é fixo, e tem o nome da sua localização 53rd & 6th (está na esquina entre a Sexta Avenida e a Rua 53, em frente ao Hilton Hotel), e sempre tem fila chegando a tomar metade do quarteirão em horários de pico como almoço e jantar. O cardápio oferecido é simples, são opções de pratos e sanduíches, destaque para o frango com arroz amarelo e salada coberta com uma generosa camada de molho branco. Vale a pena provar no almoço ou no jantar, pois ele funciona todos os dias das 11h às 4h da manhã.
Outro sucesso do segmento é o Tribeca Taco Truck, um caminhão que todos os dias estaciona na Broadway no Soho, entre a Spring e a Prince Street. Como o próprio nome sugere, é especializado em comida mexicana, e seu cardápio oferece uma grande seleção de tacos, quesadilhas e burritos recheados com clássicos da culinária como al pastor e carne assada, mas também tem surpresas como cacto grelhado e tofu marinado com chipotle.
No Now Eat This! tem comida light
Now Eat This! é o nome do Food Truck comandado pelo chef Rocco Di Spirito que promete sugestões de almoço, bebidas e até sobremesas, todas com até 350 calorias. Este, diferente os dois primeiros, pode ser encontrado por toda a cidade, e para localizá-lo basta procurar em sua página no Facebook. Entre as delícias que não engordam tem almôndegas com spaguetti, frango, frango com brocólis stir-fry e cupcake de baunilha.
Este assunto renderia um post do tamanho de um livro por causa das inúmeras opções de comida de rua que NY oferece. Se você se interessou e deseja montar só um roteiro de comidas do tipo quando for a Big Apple, eu sugiro uma pesquisa no New YorkStreet Food, um blog nova-iorquino que tem informações sobre as centenas unidades de Food Truck da cidade.
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UM REFÚGIO CHAMADO POLANQUITO


Assim como toda metrópole do mundo, a Cidade do México também tem seus problemas e é somente isto que nos chegam notícias através de jornais, internet e tv. Pouco ou quase nada se ouve sobre seus pontos turísticos, gigantescos parques e algumas regiões boêmias, todas agradáveis e seguras para se passear com a família ou se divertir com os amigos.  

Chicharrón de queijo com marlín
No centro dos “Jardins mexicano”, no bairro de Polanco, está Polanquito, um dessas lugares que só conhecem  aqueles que moram aqui ou que já viajaram para cá. Bastante movimentada durante toda a semana, mas disputadíssima aos sábados e domingos, esta zona abriga cerca de 40 opções de diversificados restaurante, cafés, bares, sorveterias, lanchonetes, livrarias etc. Polanquito está localizado entre Avenida Presidente Masarik e Emílio Castelar e entre as ruas Alejandro Dumas e Lafontaine. Desde minha chegada à cidade, no início de março, fiz inúmeros pesseios pela região e já pude provar alguns bons lugares e indicar aqui as apostas certas. 
Ambiente da Librería Pendulo
Se está com vontade comer peixes e frutos do mar, se jogue no Bello Puerto, um restaurante de ambiente simples, mas com pratos muito bem executados. As boas pedidas são o ceviche de Bellopuerto (pescado, rabanete, cilantro, cebola, limão e pimenta verde) e o Chicharrón de queijo que você pode escolher com recheios de marlin, camarão ou pescado. Se o desejo é por carne, vá ao Spuntino, um restaurante que oferece saborosos cortes uruguaios numa esquina bastante agitada. Não esqueça de pedir o mousse de doce de leite na hora da sobremesa, pois este vale todas as calorias. 
Lagostín com sal do Jaleo
Quer um lugar diferente? Não deixe de conhecer a Librería Pendulo que tem um ambiente bem charmoso e um restaurante com carta farta com opções vegetarianas e lights. Este lugar é bastante conhecido pelos seus concorridos “desayunos”.
Também em Polanquito, um pequeno bar de tapas, que oferece boa comida e boa bebida. Os no Jaleo destaques ficam por conta do Jamón Ibérico acompanhado de pan de tomate, os lagostins com sal, o tradicional gaspacho e a famosa batata brava com molho bem picante. 
Hamburguer com foie gras 
Outra descoberta por alí é a lanchonete Butcher & Sons, com saborosos hamburgueres gourmet, que podem levar foie gras, jamón serrano, blue cheese e até guacamole. O cardápio de lá é extenso e tem outra opções como sopas, carpaccios, saladas entre outras coisas. Se o dia estiver quente, não deixe de se refrescar na NeveríaRoxy, uma das mais famosas sorveterias do México por ser a preferida do Papa João Paulo II quando visitava o país.
Pensa que acabou? Não. Ainda quero conhecer muitas coisas deste lugar as quais postarei  conforme conseguir visitálos. Na minha lista já estão Casa Portuguesa e Le Mat.
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OSAKA: O PERUANO COM NOME E INSPIRAÇÃO ORIENTAL


É obvio que o post de estreia sobre o México vai falar de comida. Não poderia ser outro por dois motivos: em primeiro é porque comida é o assunto que mais tenho abordado aqui e em segundo porque pretendo tirar da sua cabeça que mexicano sobrevive apenas de tacos, tortillas, guacamoles e burritos. E para inaugurar as dicas da Cidade do México escolhi o Osaka, um restaurante peruano oriental que já possui casas de sucesso  em Lima, Santiago, Buenos Aires e que promete abrir sua próxima unidade em São Paulo.
Tiradito de salmão com molho de maracuja
O Osaka está sob o comando do chef peruano Luis Francisco Adrianzen, que iniciou sua gastronomia em Lima baseando-se na fusão das cozinhas peruana e japonesa. Hoje, dez  anos e sete restaurante depois, a estas duas somam-se também as influências da culinária tailandesa e chinesa. Em um ambiente bastante confortável, com um mix de madeira e pedra e muita luz natutal durante o dia, é possível se perder num extenso menu com inumeras sugestões tradicionais a inusitadas. Em minhas duas visitas provei e aprovei o Ceviche Nikkei (corte clássico de ceviche, cebola e quinua crispy banhado em molho a base de yuzu) e o Ceviche Tai (salmão com chili, limão, togarashi, manga e leite de coco). Carpassion é a pedida certa para um tiradito (salmão com mel de maracujá e limão). O Osaka ainda tem uma enorme variedade de causas peruanas, sashimis, sushis entre outras coisas que vai deixá-lo com vontade de voltar.

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DANIEL BOULUD ACESSÍVEL NO DBGB KITCHEN & BAR


Quem é ligado em gastronomia com certeza já ouviu falar do chef Daniel Boulud, um dos chefs mais aclamados da gastronomia internacional e mega influente em New York. A fama não é à toa, o chef francês  comanda nada menks que oito casas de sucesso em Manhattan (Daniel, Bar Boulud, Boulud Sud, Épicerie Boulud, Café Boulud, DB Bistro Moderne, DBGB Kitchen & Bar e o Bar Pleiades) e outras cinco espalhadas em Miami, Palm Beach, Londres, Pequim e Singapura.  A boa notícia é que uma delas, o DBGB Kitchen & Bar, está ao alcance de qualquer mortah que viaja para a Big Apple e tem como um de seus objetivos curtir sua vasta oferta  gastronômica.
O steak tartare do chef Daniel Boulud
Além de acessível, o DBGB também é um dos restaurantes mais low-profile e descontraído  do chef Boulud. Localizada no Lower East Side,  a casa tem ambiente informal e ganhou charme com as prateleiras de madeira escura que rodeam o salão principal repletas de panelas de cobre, enlatados, garrafas e produtos em conserva. No cardápio brilham alguns pratos típicos franceses, as iguarias suinas como os 14 tipos de salsichas com toques gourmets e os hamburgueres que são considerados um dos melhores da cidade. Há também duas opções de menu Prix-Fixe (entrada, principal e sobremesa), um no almoço por U$ 27 e outra por U$ 35, servido entre as 17h30 e 19h, que oferecerem entre várias sugestões o tão desejado DBGB Burger que compensa qualquer caloria. Garanto que a visita vale a pena e que depois dessa primeira experiência com Daniel Boulud, você vai querer se aventurar também numa outra das tantas casas do chef espalhadas pelo mundo.
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ABC KITCHEN: MUITO ALÉM DO BEABÁ NA COZINHA


Aberto desde meados de 2010 ao lado da mega loja de decoração ABC Carpet & Home, o ABC Kitchen se tornou uma das novas sensações em New York. O restaurante, que levanta a bandeira da gastronomia sustentável, foi eleito pelos leitores da revista Time Out a melhor novidade de 2011. A casa é mais um empreendimento do chef francês Jean Georges Vongeritchen, que comanda outros sucessos em Manhattan. As caçarolas estão sob a batuta do chef executivo Dan Kluger, que tem em sua bagagem experiências adquiridas em lugares já consagrados como Eleven Madison Park e Gramercy Tavern.
A feira de orgânicos decora o restaurante
Com fachada discreta e despretenciosa, o ABC Kitchen quase passa desapercebido numa rua tranquila próximo a Union Square. O ambiente é clean, estilo rústico-chique com vigas aparentes, mesas e cadeiras de madeira, louças retrô, candelabros,  e jogos americanos de papel reclicado que substituem as tolhas.  No cardápio, o destaque é a utilização de ingredientes frescos e orgânicos provenientes de pequenos produtores próximos a Big Apple e os temperos são cultivados numa horta no próprio restaurante. Na carta de vinhos apenas constam opções orgânicas ou biodinâmicas.
Leitão assado
O menu, também de papel reciclado, traz deliciosas opções de entradas, peixes, carnes, massas e pizzas integrais. Em minha visita me deliciei com Sashimi de atum marinado com gengibre e hortelã (U$ 16) e a Tostada de shiitake com cebola agridoce e pimenta (U$ 13) como entradas. De principal a pedida foi o Leitão assado com maçã vermelha, bacon defumado com marmelada e nabos na brasa (U$ 32). E de sobremesa me esbaldei na Panna Cotta de limão com migalhas de biscoito (U$ 11). 
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THE SPOTTED PIG É SINÔNIMO DE BOA COMIDA E BADALAÇÃO

Se a ideia é ir a um lugar pra comer bem e ao mesmo tempo badalado em New York, você tem que ir ao The Spotted Pig. Uma espécie de gastropub com música alta e ambiente escurinho, a casa localizada no West Village tem sua cozinha premiada com uma estrela no Guia Michelin. A decoração é uma mistura de madeira escura, tecidos vintage, plantas  e uma infinidade de  porcos de todos os tipos espalhados pelos dois andares da casa. São porcos de madeira, de louça, de plático, de pedra e outros materiais distribuidos por todos os lados. Eu, pessoalmente, amei, já que tenho um carinho especial pelo animal e cultivo uma pequena coleção de porquinhos. Disputado no almoço ou jantar, The Spotted Pig é estilo casual, com mesas um tanto pequenas e apertadas, e no lugar de cadeiras você senta-se em banquetas.
Orelha de porco crocante
As caçarolas são comandadas pela chef inglesa April Bloomfield, que dá prioridade aos produtos frescos da época e por isso propõe um cardapio sazonal. Eu levei o nome da casa ao pé da letra e comi porco duas vezes. De entrada apostei na Salada com orelha de porco crocante com molho de limão (U$ 15) e a Carne de porco estufada com leite e polenta (U$ 32). Outras duas boas pedidas são o Steak grelhado com beterrabas assadas e creme de raiz-forte (U$ 28) e o carro-chefe da casa, Burguer grelhado com roquefort acompanhado de batatas fritas bem fininhas com alho e alecrim (U$ 17).
A má notícia é que eles não aceitam reserva, e você pode esperar até duas horas por uma mesa. A boa notícia é que a espera acontece num bar mega animado, onde você já pode dar início com drinques e comidinhas. 
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AS TAPAS DE NYC

Numa cidade como NYC que há espaço para culinárias do mundo inteiro, a espanhola não fica de fora e faz bonito na cidade. Provei dois de seus representantes, Casa Mono e Boquería, e posso garantir que  vale a pena se jogar em qualquer um deles, ou nos dois. Estas casas são especializadas em tapas, que são os tradicionais tira-gostos frios ou quentes servidos em poucas porções antes das refeições, mas que agora vem ganhando destaque no menu e substituindo o almoço ou o jantar.

Ambiente do Boquería do Soho
O Boquería, com duas unidades em Manhattan (Flatiron e Soho), é uma boa alternativa para uma parada a qualquer hora do dia. Inspiradas nos tradicionais bares de tapas e “cervezarias” de Barcelona, as casas servem de excelentes tapas as típicas paellas. Fiz minha visita a filial mais nova, a do Soho, que tem ambiente agradável com mesas e bancos de madeiras altos que dão um ar mais casual ao lugar e provocam a sensação de comer num bar. A cozinha é aberta e desta forma você vê e sente o cheiro de tudo o que está sendo preparado e por consequencia tentado a pedir mais coisas do cardápio. Pan con tomate (U$ 5), Patatas bravas (U$ 9) e Croquetas cremosas – jamon e cogumelos (U$ 12) foram testados e aprovados.  
O coelho da Casa Mono

“Desde a abertura da Casa Mono em 2003, os nova-iorquinos tem lutado pelas suas 10 mesas”, essa citação da revista Food & Wine descreve bem porque você nao deve aparecer sem reserva ou deixá-la para fazer de última hora. Demorei mais de um mês para conseguir uma vaga, mas a insistência valeu muito a pena. Mais uma casa de sucesso idealizada pelo super chef Mario Batali (Eataly), o restaurante parece ser apenas mais um  modesto espanhol, mas supreende do começo ao fim.  Outra dica é tentar um lugar para sentar-se no balcão e assistir ao vivo e em cores o preparo de todos os pratos do menu à sua frente. Iluminado apenas por velas e pela luz da cozinha aberta, o ambiente pequeno tem mesas e cadeiras de madeira e paredes revestidas por garrafas de vinho.Porção de jamon ibérico (U$ 25), Pan con Tomate (U$ 5), Coelho com anticuchos e requeijão (U$ 18) e Lagosta com batata doce e picante de água de coco (U$ 19) e o Crema catalana (U$ 9) são executados com perfeição.
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OUTRO SUCESSO DE ROBERT DE NIRO

Não é por ter Robert de Niro entre seus proprietários que o Locanda Verde é parada obrigatória em sua visita a Nova York. O italiano, que tem cozinha comandada pelo chef Andrew Carmellini, (ex-Café Boulud) se tornou um dos principais restaurantes do bairro do TriBeCa por servir boa comida combinada a um ambiente arejado e confortável. Classificado como casual, o Locanda Verde é concorrido todos os dias da semana, desde o café da manhã até o jantar.
O ambiente num raro momento
Instalado numa esquina com grandes janelas que permitem a utilização da luz natural durante o dia, o restaurante é bastante agradável para o café da manhã, almoço ou brunch descontrído. A noite as grandes lustres no teto iluminam a disputa por um espaço no bar, enquanto se aguarda uma mesa na happy hour ou jantar. No piso ladrilhos dão um toque final para a combinanação de mesa de madeira com cadeiras de ferro. 
A Burrata
Burrata com peperonata agridoce e alecrim (U$ 17), Ravioli de camarão, abobrinha e alho torrado (U$ 18) e Steak grelhado com batata, cogumelos e pancetta (U$ 25) foram os pratos que eu e meu marido provamos em nossa visita, mas aposto que qualquer opção do menu é aposta certa, pois o Locanda Verde é famoso pela execução perfeita de seus pratos. Famoso também é o capuccino da casa, o qual ei de voltar para provar.
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O IRRESISTÍVEL CHELSEA MARKET

Instalado na antiga fábrica de biscoitos da Nabisco, no Meatpacking District, o Chelsea Market é o lugar perfeito para um pit stop durante seu passeio na região.  Você também pode iniciar ou terminar seu tour neste mercado que se tornou uma grande praça de alimentação para os nova-iorquinos.  Se sua temporada em New York for durante inverno, você terá ainda ótimos motivos para passar horas lá dentro e se esconder um pouco do frio. Desde que o espaço foi restaurado nos anos 90, o prédio histórico abriga restaurantes, lojas de acessórios de cozinha, vinhos, queijos, açougue, gelateria, cafeteria, padarias, livraria e confeitarias e um mini-mercado de peixes e frutos do mar frescos. 
Cookies da Eleni's New York
Prepare-se para se perder entre as 35 opções do local. Logo na entrada você se deparará com a Eleni’s New York, uma confeitaria mega famosa pelos seus cookies decorados. Outra tentação já ao lado é a Fat Witch, eleita por muitos como a melhor loja de brownie da cidade. Eu provei o de caramelo e achei incrível. Um pouco para frente você verá a Amy’s Bread e não vai resistir em parar em frente vitrine que nos permite assistir todas as etapas na preparação de seus pães.
Sushiman do Lobster Place
Não deixe de entrar no TheLobster Place, apesar de não ter muita utilidade para quem está hospedado em hotel ou albergue, o mini-mercado oferece a você a oportunidade de escolher uma apetitosa lagosta ou uma ostra para degustar ali mesmo, além de ter muita variedade de peixes e frutos do mar para levar pra casa. No mesmo lugar você também assiste o sushiman preparando um sushi ou sashimi fresquinho que será colocado a venda em seguida. No BuonItalia há inúmeras variedades de produtos do país da bota como azeites, queijos, prescuittos, massas e molhos, além de disponibilizar algumas opções em sua pequena rotisserie. Destaque também para o Ninth Street Espresso, que tem um dos cafés mais premiados da cidade. Outra tentação é resistir a um autêntico sorvete italiano da L’Arte del Gelato. Se a intenção da visita é um restaurante para um almoço, você não vai errar se optar pelo Friedman’s Lunch ou no orgânico TheGreen Table. Se a ideia a agitar, vale conhecer o The Tippler, um bar instalado no subsolo.
Os sorvetes da L"arte Del Gelato
Ronnybrook Farm Dairy, Chelsea Thai Wholesale, Posman Book, Marimoto, Chelsea Wine Vault, Dickson’s Farmstand entre outros são os locais que vou deixar para você mesmo descobrir, pois tenho certeza que você vai incluir o Chelsea Market  no seu roteiro de New York. Difícil será a missão de escolher um ou dois lugares para vivenciá-lo mais a fundo. Fácil será você ficar com vontade de voltar para experimentar outros que você teve que deixar para traz.
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A BOA SURPRESA DO LE PESCADEUX

Panacotta de baunilha com calda de framboesa

Preparem-se, sinto desde já que comida vai ser o assunto  mais comentado aqui. O eleito da vez foi um restaurante especializado em peixes e frutos do mar. Localizado num dos bairros mais moderninho da cidade, o Soho, o Le Pescadeux tem sua cozinha ligada a culinária franco-canadense e se diz o único em NYC focado nesta categoria. Instalado numa área de aproximadamente 60m²,  a casa não é pequena em suas fartas sugestões para lunch, brunch, dinner e um tal de “early bird”, um jantar antecipado servido apenas entre 17h30 e 19h com preço fixo  ($ 26) com direito a uma taça de vinho e dois pratos . Conheci o Le Pescadeux no jantar e tive uma grata surpresa ao me deparar com a liberdade de poder escolher dois pratos do menu e juntar num pedido só. Obvio que o pedido não vem tudo junto e misturado, vem apenas num mesmo prato, mas cada qual no seu canto. Eu provei o Camarão grelhado com relish de milho e o Salmão com crosta de mostarda e molho de raiz-forte ($24) e acertei. Meu marido, bem menos indeciso que eu, escolheu uma das sugestões dos "Favoritos da casa” e foi de Dourado grelhado com purê de erva-doce ($25). Não tive dúvidas na hora da sobremesa e ataquei uma Panacota de baunilha com calda de framboesa ($ 8). A enxuta carta de vinhos oferece opções a partir de $ 38.
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VÁ À ITÁLIA SEM SAIR DE NY

A seção de queijos, prosciutto e embutidos é de dar água na boca
Eis um lugar onde se come, compra e viaja ao mesmo tempo. EATALY, nome formado pela junção das palavras EAT (comer) e ITALY (Itália) é a nova sensação dos nova-ioquinos. Nascido em Turim, em 2007, o conceito já tem três unidades no Japão e chegou a Nova York em agosto de 2010. Comandado pelo chef Mario Batali, o EATALY reúne num mega espaço diversos restaurantes e um mercado gourmet onde encontra-se carnes, peixes, frutos do mar, pães, cafés, chocolates, gelatto, azeite, massas, molhos, queijos, prosciutto,  embutidos, verduras, frutas, legumes, vinhos, cerveja, entre outras coisas.  É uma verdadeira viagem por diversas regiões da Itália.
La Piazza
La Piazza, Il Pesce, Le Verdure, La Pizza & Pasta, Manzo e La Birreria são seus seis diferentes e disputadíssimos restaurantes tanto na hora do almoço quanto na hora do jantar. A dica é evitar os horários de picos, principalmente aos finais de semana. Opte por um almoço tardio ou um jantar antecipado para não cair na espera. O meu preferido é o despretensioso La Piazza, onde degusta-se em pé, em mesas altas e coletivas,  deliciosas tábuas de frios e queijos.   
La Panetteria
Se estiver com pressa, também pode passar por lá, o EATALY oferece algumas opções para refeições rápidas como paninis, focaccias e pizzas. Com o lema “We cook what we sell and we sell what we cook”, ele também sugere que você também pode consumir lá o que comprar no “mercado”. Não deixe de espiar também as seções de utensílios de cozinha, cervejas locais (italianas, é claro) e a de livros gastronômicos. Outra dica é não chegar com fome, assim você tem tempo de olhar com calma todos os corredores antes de se jogar na primeira tentação, as quais são muitas.
Localizado em Flation District, 200 5th Avenue (esquina com a 23ª Street), o EATALY funciona todos os dias, das 8 às 23h. Os restaurantes abrem a partir das 11h e não fecham entre almoço e jantar. A única exceção é o Manzo, que funciona apenas das 11h30 às 14h30 e das 17 às 10h.



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