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A SEGUNDA CONQUISTA DO MÉXICO PELOS ESPANHÓIS


Num post anterior escrevi um pouco sobre a invasão da gastronomia peruana no México e a introdução de seus pratos tradicionais em restaurantes locais. O que não é novidade para ninguém é a invasão espanhola sofrida pelos mexicanos no início do século XV. É claro que não vou falar aqui sobre a conquista do Império de Montezuma pela Espanha, a qual ocasionou numa distruição de uma das civilizações mais sólidas da história. Criei essa introdução apenas para poder falar dos bons restaurantes espanhóis na capital do México e suas deliciosas tapas e seus gaspachos, batatas bravas, coquetes de jamon e etc. Visitei vários restaurantes da categoria na cidade e escolhi três deles para indicar como aposta certa de um ótimo atendimento e ótimos pratos.
Lagostin com sal do Jaleo
O primeiro, o Jaleo, já foi citado num post sobre a região de Polanquito, mas merece repeteco. Num ambiente pequeno e despojado com poucos lugares, de mesas e bancos de madeira rústica, está instalado um autêntico o bar de tapas e pratos tradicionais. No cardápio destaque para o Jamón Ibérico acompanhado de pan de tomate, os lagostins com flor de sal, o tradicional gaspacho e a famosa batata brava com molho bem picante. Alguns pratos são servidos em duas opções, tapas ou porções.
Alcachofra aos 4 queijos do La Acetuna
Também na região de Polanco o restaurante La Aceituna é um outro bom representante da gastronomia espanhola na Cidade do México. Num clima também informal, a casa oferece clássicos e algumas criações que agradam muito os jovens que frequentam e local e o transforaram num point bem animado. Batatas bravas com molho picante e jamon con pan de tomate são as opções imperdíveis dos clássicos. No quesito criação não deixe de provar a alcachofra aos quatro queijos, pois é incrível!
Ravioli com recheio de pato do Tezka
Deixei o melhor para o final. Lozalizado no Hotel Royal, na Zona Rosa, o restaurante Tezka se diferencia dos dois primeiros por ter um ambiente bem requintado e por oferecer uma cozinha espanhola de autor.  A casa se divide em três distintos ambientes, um salão principal, uma bonita terraça e uma sala reservada para reunião de negócios e celebrações privadas. Sob o comando do chef Juan Mari Arzak, o Tezka surpreende do ínicio ao fim, ou seja, da entrada à sobremesa. Para começar vá de ravioli recheado de pato com purê de batata doce e vinagrete de tomate e molho de pato ou Creme de lentilhas com ragú de pato  com juliana de verduras. Codorna grelhada recheada com foie com maçã assada e Cordeiro confitado com brocheta assada de frutas vermelhas foram as boas surpresas como prato principal. E para encerrar, com muito estilo, Rolinhos de marmelo recheado de mousse de queijo com calda de maracujá com amêndoas.


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MÉXICO FOI INVADIDO PELOS PERUANOS


Há pouco mais de três anos a cidade de São Paulo foi invadida pela gastronomia peruana e a febre do ceviche. Aqui na Cidade do México aconteceu a mesma coisa e hoje esta culinária já está inserida na vida do mexicano, pois é muito é comum encontrar pratos típicos do Peru em muitos restaurantes locais. Astrid & Gastón, do reconhecido chef Gastón Acurio, marcou o auge da culinária andina com sua chegada em 2008 e desde então se tornou o principal representante na cidade, oferecendo sugestões clássicas e criativas, todas com ingredientes frescos e bem executados.
Uma das opções de ceviche
Durante minha temporada de cinco meses no México visitei Astrid & Gaston três vezes, sempre no período do jantar. Em todas elas procurei provar pratos diferentes e não cair em tentação de pedir aquilo que já conhecia, principalmente na última vez, a qual notei algumas novidades no cardápio por causa da estação e sazonalidade dos produtos. Claro que minha sugestão é começar pelos ceviches e tiradiros, entre meus preferidos do último cardápio estão Ceviche Lima DF ( atum, camarão e manga com leite de tigre ao tamarindo e pimenta chipotle) e o Tiradiro Fusión (lâminas de atum com laqueadas em molho de soja, pimenta e mel de tangerina). Como pratos principais, eu indico o Lomo Saltado (tiras de filé com cebola, tomate, pimentão vermelho e batata acompanhada de arroz cozido com milho verde)  e Ossobuco de ternera (Vitela assada em baixa temperatura glaceado em um tradicional molho limeño. Acompanha purê de batata e grão de bico). Na hora da sobremesa, se deixe levar pela degustação de delícias peruanas, como o “suspiro limeño”  e o “arroz com leche” e não sinta culpa. Também não deixe de provar o drinque mais tradicionai do Peru, o pisco sour, aqui na versão tradicional ou com maracujá.
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TACOS, TEQUILA E MARIACHIS


Quem visita o México não pode deixar de vivenciar a culinária típica mexicana e tem que fazer isso, pelo menos uma vez, num restaurante bem temático, com show de mariachis regado a muita margarita e tequila. Na Cidade do México esta experiência tem um nome: Villa Maria. Com duas casas localizadas em  bairros conhecidos da capital mexicana, Polanco e Santa Fé, o restaurante oferece boa comida aliada a um ambiente bem divertido.
Margarita de tamarindo
Além dos tacos, guacamoles, burritos, quesadilhas, queijos fundidos e afins, a dica é experimentar o caviar mexicano, conhecido como escamoles, a iguaria tradicional mexicana é composta por ovas de formiga (foto). Garanto que a experiência é válida e bastante saborosa. Entre os “platos fuertes”, ou seja, os principais, prove o Pavo en mole negro (peru com molho tradicional mexicano acompanhado de caçarola de arroz), Atún fresco estilo arriero (atum dourado temperado em caçarola acompanhado de tortilhas) e Medallones al tequila (filé de carne com cremoso molho de coentro e tequila). 
Tacos al postor
Na carta de bebidas, há mais de 100 opções de tequilas entre as variações de reposadas, da reserva, branca, licores e envelhecidas. Se preferir um drinque, não deixe de provar a margarita carro-chefe da casa, a de tamarindo. Entre as sobremesas, o destaque vai para o Pastel Angelical (tres leches com suspiro), mas não se confunda, pastel em espanhol é o nosso bolo.
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ABC KITCHEN: MUITO ALÉM DO BEABÁ NA COZINHA


Aberto desde meados de 2010 ao lado da mega loja de decoração ABC Carpet & Home, o ABC Kitchen se tornou uma das novas sensações em New York. O restaurante, que levanta a bandeira da gastronomia sustentável, foi eleito pelos leitores da revista Time Out a melhor novidade de 2011. A casa é mais um empreendimento do chef francês Jean Georges Vongeritchen, que comanda outros sucessos em Manhattan. As caçarolas estão sob a batuta do chef executivo Dan Kluger, que tem em sua bagagem experiências adquiridas em lugares já consagrados como Eleven Madison Park e Gramercy Tavern.
A feira de orgânicos decora o restaurante
Com fachada discreta e despretenciosa, o ABC Kitchen quase passa desapercebido numa rua tranquila próximo a Union Square. O ambiente é clean, estilo rústico-chique com vigas aparentes, mesas e cadeiras de madeira, louças retrô, candelabros,  e jogos americanos de papel reclicado que substituem as tolhas.  No cardápio, o destaque é a utilização de ingredientes frescos e orgânicos provenientes de pequenos produtores próximos a Big Apple e os temperos são cultivados numa horta no próprio restaurante. Na carta de vinhos apenas constam opções orgânicas ou biodinâmicas.
Leitão assado
O menu, também de papel reciclado, traz deliciosas opções de entradas, peixes, carnes, massas e pizzas integrais. Em minha visita me deliciei com Sashimi de atum marinado com gengibre e hortelã (U$ 16) e a Tostada de shiitake com cebola agridoce e pimenta (U$ 13) como entradas. De principal a pedida foi o Leitão assado com maçã vermelha, bacon defumado com marmelada e nabos na brasa (U$ 32). E de sobremesa me esbaldei na Panna Cotta de limão com migalhas de biscoito (U$ 11). 
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A ESQUINA MAIS SECRETA DE NEW YORK

Em toda e qualquer cidade há lugares que apenas os moradores conhecem, e em New York não é diferente. The Corner (La Esquina) é um dos lugares mais secretos de Manhattan, pois ele não é o que parece. A primeira vista é uma simples taqueria mexicana no Soho, daquelas que o “take out” parece ser o carro-chefe da casa. Pois bem, no almoço não é muito mais que isso mesmo, apesar de eu indicar uma passada por lá para provar um de seus 12 tipos de tacos (a partir de U$ 3,25) e os Elotes Callejeros, que são os milhos grelhados com maionese, queijo e pimenta (U$ 2,75).
É durante o jantar que um novo mundo se abre.  Atras de uma porta com a placa “somente empregados” há uma escada que o levará para baixo, onde fica o restaurante escondido, chamado de brasserie. As surpresas não acabaram aqui, ainda antes de chegar ao salão com música alta e iluminado apenas por candelabros, todos os clientes passam pela cozinha. Isso mesmo, pela cozinha. Até chegar sua mesa final prepare-se para falar com tres ou quatro pessoas diferentes que vão te direcionar a seguinte.
Passada a tensão pelo passeio a desconhecido, entregue-se o extenso menu que tem um ótimo custo/benefício na minha opinião. Aposte no Ceviche acapulco com tomate, abacate, jalapeno e limão (U$ 12), o queijo fundido com queijo chihuahua com semente de abóbora (U$ 12), Camarões grelhados com abóbora, chorizo espanhol e tomate (U$ 22) ou em qualquer opção de taco. A casa oferece também uma extensa carta de drinques, tequilas e vinhos. As opções de sobremesas também são bastante tentadoras.
Como ele é secreto apenas para os turistas e muito conhecido dos nova-iorquinos, minha recomendação é fazer reserva com bastante antecedência. 
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OUTRO SUCESSO DE ROBERT DE NIRO

Não é por ter Robert de Niro entre seus proprietários que o Locanda Verde é parada obrigatória em sua visita a Nova York. O italiano, que tem cozinha comandada pelo chef Andrew Carmellini, (ex-Café Boulud) se tornou um dos principais restaurantes do bairro do TriBeCa por servir boa comida combinada a um ambiente arejado e confortável. Classificado como casual, o Locanda Verde é concorrido todos os dias da semana, desde o café da manhã até o jantar.
O ambiente num raro momento
Instalado numa esquina com grandes janelas que permitem a utilização da luz natural durante o dia, o restaurante é bastante agradável para o café da manhã, almoço ou brunch descontrído. A noite as grandes lustres no teto iluminam a disputa por um espaço no bar, enquanto se aguarda uma mesa na happy hour ou jantar. No piso ladrilhos dão um toque final para a combinanação de mesa de madeira com cadeiras de ferro. 
A Burrata
Burrata com peperonata agridoce e alecrim (U$ 17), Ravioli de camarão, abobrinha e alho torrado (U$ 18) e Steak grelhado com batata, cogumelos e pancetta (U$ 25) foram os pratos que eu e meu marido provamos em nossa visita, mas aposto que qualquer opção do menu é aposta certa, pois o Locanda Verde é famoso pela execução perfeita de seus pratos. Famoso também é o capuccino da casa, o qual ei de voltar para provar.
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LÁ NO FINAL DO BECO...

No final de um beco no Lower East Side, esconde-se o Freemans, um restaurante que você não encontraria por acaso se não o estivesse procurando.  Mesas de madeiras antigas, pisos de tábuas gastas, paredes de cimento pintado, estantes desgastadas com livros usados e muitas cabeças de bichos empalhadas distribuídos por todos os ambientes decoram uma das casas mais low-profile de New York. O local que é disputado tanto no almoço e quanto jantar, inclusive no brunch aos finais de semana, não tem atraído os nova-iorquinos apenas pela decoração excêntrica, a sua cozinha é também é bastante competente.
Inspirado nas tavernas americanas, o restaurante segue a mesma linha em seu cardápio oferecendo pratos simples e rústicos. Além do carro-chefe da casa, o suflê de alcachofra (U$ 10) prove também o filé mignon grelhado com cebola doce e azeda acompanhada de purê de batatas com creme de raiz forte (U$ 26) ou o Freemans Cheeseburger (U$ 14). No Brunch vá de Ovos pochê com tomate assado e queijo cheddar e torradas (U$ 12). O Freemans também é uma boa opção para a happy hour, para relaxar depois do vai e vem pelas ruas de Manhattan.
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A MELHOR GUACAMOLE DE NY

Se você é como eu que inclui a guacamole como um dos seus pratos prediletos, não pode deixar de ir ao Dos Caminos que tem a melhor de New York. E não sou apenas eu quem pensa assim, os mexicanos residentes na cidade assinam embaixo. Se você não entende como alguém pode achar graça na mistura de abacate com tomate, cebola, limão, pimenta e sal, também deve pintar por lá, porque  além de oferecer outras boas sugestões e ter um custo/benefício fantástico, o restaurante é super badalado e pode servir como esquenta para a noitada. Todas as quatro unidades Dos Caminos espalhadas pela cidade são animadas, mas a matriz instalada no Meatpacking District é sem dúvida a mais disputada, pois ainda abriga uma boate no subsolo.
O mesmo cardápio está disponível no almoço e no jantar, mas a sugestão é experimentar o local a noite, pois neste horário é que a casa tem um clima mais bacana. Prepare-se para usar o celular como lanterna para enxergar o cardápio, porque o restaurante é bem escuro de propósito para combinar com o som ambiente no volume máximo com play list  recheado de sucessos de Michael Jackson, Adele, Lady Gaga, Shakira, Byonce entre outros.  Entre uma música e outra não deixe de provar também o queijo fundido (U$ 10), o trio de ceviche (U$ 16), e os tacos (a partir de U$ 14).
Se você ainda não tem planos de vir pra New York, mas ficou morrendo de vontade de provar a famosa guacamole, seus problemas acabaram. O restaurante disponibiliza receita em seu site a qual segue abaixo.

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de folhas de coentro picado;
2 colheres  (chá) de cebola picada;
2 colheres (chá) de pimenta (chili, jalapeño picada ou pimenta serrano);
2 colheres  (chá) de sal;
2 grandes avocatos (um tipo de abacate) maduros;
2 colheres (sopa) de tomate sem sementes e finamente picado;
2 colheres (chá) de suco de limão.
Modo de Preparo:
Em uma tigela, use as costas de uma colher para misturar uma colher (sopa) de coentro, 1 colher (chá) de cebola, uma colher (chá) de pimenta2 colheres de sal.
Adicione o avocato e amasse delicadamente com um garfo, até ficar suave. Coloque o restante do coentro, da cebola e da pimenta na mistura. Junte os tomates e o suco de limão, ajuste ao seu gosto os temperos e sirva com uma cesta de tortilla chips quentes


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BREAKFAST + LUNCH = BRUNCH

Vir para New York e não comer um autêntico Brunch é a mesma coisa que ir para Roma e não ver o Papa ou ir para a Disney e não encontrar com o Mickey. Como fracassei em cumprir estas duas últimas missões em minhas viagens anteriores, descontei tudo na comida e caí de boca em alguns bons brunches da cidade.  Para vivenciar a experiência, sugiro que reserve um bom tempo em sua agenda, pois o brunch não é apenas uma refeição, é um programa e os restaurantes Balthazar, Cookshop, East of Eighth, Jane, Stone Park Café e Sullivan Bistro são exemplos clássicos e não me deixam mentir.

Espera em frente ao Jane
Três dos indicados (Balthazar, Cookshop e Jane) são a sensação do momento e por isso não recomendo aparecer ser reserva e com fome, já que a espera é bastante concorrida. Os demais são mais tranquilos e tão bons quanto os queridinhos da vez.  Disputado qualquer hora do dia e qualquer dia da semana, o Balthazar, que já foi citado no seriado Sexy in the City, fica no Soho e tem como destaques o Ratatouille Omelette (U$ 18) e os Eggs Bella Donna, ovos poached com polenta, panceta e tomate (U$ 19). No mesmo bairro, o despretensioso Jane,  atrai os moderninhos de toda Manhattan que chegam a esperar até duas horas por uma mesa. Lá os bons pedidos ficam por conta do Farm House Scramble, uma omelete com presunto defumado, queijo gruyère e cebolas caramelizadas (U$ 15) e o Jane Burger com queijo cheddar, bacon defumado, cebolas salteadas, tomate e molho especial (U$ 15). Não vai aguentar esperar muito tempo por uma vaga no Balthazar ou no Jane? Seja pelo aperto no estômago ou do tempo, corra ao Sullivan que também está instalado nas redondezas. Lá você sempre pode ter a sorte de encontrar um lugar dando sopa para poder provar o Ovos Benedicts com bacon canadense, ovos poached e molho holandês (U$ 10) ou um dos hambúrgueres da casa que custam a partir de U$ 10.
Hamburguer do Cookshop
Um pouco mais distante, em Chelsea, o Cookshop e o East of Eighth são dicas para aqueles que não pensarem na região apenas para a balada. Cookshop Scramble, omelete com cebolas caramelizadas, creme fraiche e cebolinha com bacon ou salmão defumado (U$ 16) e o Finger Lakes Farm Grass Fed Burger, que nada mais é que um hambúrguer muito bom com bacon, cheddar branco, cebola vermelha picada, gergelim e chipotle ketchup são as boas surpresas do Cookshop. Num clima menos agitado, o contemporâneo East of Eighth serve cinco opções de Ovos Benedicts. Para não dizer que não falei das flores... ops, que não dei dicas fora da ilha, a ultima sugestão fica no Brooklin. O Stone Park Café tem entre suas atrações o Eggs Any Style com batatas e bacon ou salsicha (U$ 11) e os Eggs Banedict com muffin inglês feito na casa, bacon canadense e espinafre (U$ 13).
Bom apetite!             

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GRAFFITI PROVA QUE NOS MENORES ESTÃO OS GRANDES SABORES

Pense primeiro num restaurante minúsculo, depois imagine sua cozinha inversamente proporcional a sua capacidade de apenas 18 lugares e chegará ao Graffiti.  Sob a batuta do chef Jehangir Mehta, a casa que fica no East Village tem estilo próprio desde a decoração até a criação de seus pratos e a disposição destes no menu. O ambiente, todo tomado por esculturas de madeiras e lustres com luz baixa, oferece aos clientes apenas mesas comunitárias. O mesmo acontece com os pratos do cardápio, que são compartilháveis para que assim você possa provar um número maior das suas criações. Saladas, entradas e principais são aqui divisões do passado, o Graffiti os separa em faixas de preços: $ 7, $ 12 e $ 15. O cardápio de sobremesa têm três sugestões, todas à $ 7. A pequena carta de vinho com sete opções de tintos e outras sete de brancos também tem preço único, $ 25 a garrafa e $ 8 a taça. Salada de queijo feta com melancia e sorbet de hortelã, Salada de camarão e broto de feijão com molho da casa, Vieiras em conserva de gengibre com molho cristalizado de chili vermelho, Hamburguer Graffiti com batatas ao alho e maionese de chipotle foram os pratos que fizeram minha alegria. O cupcake de chocolate com caviar de chocolate e sorvete (foto) foi a sobremesa que me fez mais feliz ainda. Ah! Faltou dizer o tipo de cozinha, para mim um tipo de fusion asiática. 
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A BOA SURPRESA DO LE PESCADEUX

Panacotta de baunilha com calda de framboesa

Preparem-se, sinto desde já que comida vai ser o assunto  mais comentado aqui. O eleito da vez foi um restaurante especializado em peixes e frutos do mar. Localizado num dos bairros mais moderninho da cidade, o Soho, o Le Pescadeux tem sua cozinha ligada a culinária franco-canadense e se diz o único em NYC focado nesta categoria. Instalado numa área de aproximadamente 60m²,  a casa não é pequena em suas fartas sugestões para lunch, brunch, dinner e um tal de “early bird”, um jantar antecipado servido apenas entre 17h30 e 19h com preço fixo  ($ 26) com direito a uma taça de vinho e dois pratos . Conheci o Le Pescadeux no jantar e tive uma grata surpresa ao me deparar com a liberdade de poder escolher dois pratos do menu e juntar num pedido só. Obvio que o pedido não vem tudo junto e misturado, vem apenas num mesmo prato, mas cada qual no seu canto. Eu provei o Camarão grelhado com relish de milho e o Salmão com crosta de mostarda e molho de raiz-forte ($24) e acertei. Meu marido, bem menos indeciso que eu, escolheu uma das sugestões dos "Favoritos da casa” e foi de Dourado grelhado com purê de erva-doce ($25). Não tive dúvidas na hora da sobremesa e ataquei uma Panacota de baunilha com calda de framboesa ($ 8). A enxuta carta de vinhos oferece opções a partir de $ 38.
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VÁ À ITÁLIA SEM SAIR DE NY

A seção de queijos, prosciutto e embutidos é de dar água na boca
Eis um lugar onde se come, compra e viaja ao mesmo tempo. EATALY, nome formado pela junção das palavras EAT (comer) e ITALY (Itália) é a nova sensação dos nova-ioquinos. Nascido em Turim, em 2007, o conceito já tem três unidades no Japão e chegou a Nova York em agosto de 2010. Comandado pelo chef Mario Batali, o EATALY reúne num mega espaço diversos restaurantes e um mercado gourmet onde encontra-se carnes, peixes, frutos do mar, pães, cafés, chocolates, gelatto, azeite, massas, molhos, queijos, prosciutto,  embutidos, verduras, frutas, legumes, vinhos, cerveja, entre outras coisas.  É uma verdadeira viagem por diversas regiões da Itália.
La Piazza
La Piazza, Il Pesce, Le Verdure, La Pizza & Pasta, Manzo e La Birreria são seus seis diferentes e disputadíssimos restaurantes tanto na hora do almoço quanto na hora do jantar. A dica é evitar os horários de picos, principalmente aos finais de semana. Opte por um almoço tardio ou um jantar antecipado para não cair na espera. O meu preferido é o despretensioso La Piazza, onde degusta-se em pé, em mesas altas e coletivas,  deliciosas tábuas de frios e queijos.   
La Panetteria
Se estiver com pressa, também pode passar por lá, o EATALY oferece algumas opções para refeições rápidas como paninis, focaccias e pizzas. Com o lema “We cook what we sell and we sell what we cook”, ele também sugere que você também pode consumir lá o que comprar no “mercado”. Não deixe de espiar também as seções de utensílios de cozinha, cervejas locais (italianas, é claro) e a de livros gastronômicos. Outra dica é não chegar com fome, assim você tem tempo de olhar com calma todos os corredores antes de se jogar na primeira tentação, as quais são muitas.
Localizado em Flation District, 200 5th Avenue (esquina com a 23ª Street), o EATALY funciona todos os dias, das 8 às 23h. Os restaurantes abrem a partir das 11h e não fecham entre almoço e jantar. A única exceção é o Manzo, que funciona apenas das 11h30 às 14h30 e das 17 às 10h.



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